Há «polvo» nos <i>CTT</i>

«Como há dinheiro para o accionista, como há dinheiro para brincar às reestruturações, como há dinheiro para pagar aos amigos, também tem que haver dinheiro para aumentos salariais justos» nos CTT, reclamou o Sindicato Nacional dos Correios e Telecomunicações. Num comunicado, intitulado «O Polvo, História de uma Família», o SNTCT/CGTP-IN chama a atenção para o facto de dois antigos altos responsáveis dos Correios surgirem, agora, associados à empresa que a administração dos CTT contratou para produzir um estudo de reestruturação, cujas soluções são veementemente contestadas pelo sindicato.
A reorganização, aconselhada pela Deloitte, «quase que duplica a estrutura dos serviços de recursos humanos» e «cria duplicações», afirma o sindicato.
Quanto custou o serviço, o SNTCT afirma não saber... «Mas sabemos a quem foi parar uma parte do dinheiro», acrescenta, indicando os nomes de Raul Mascarenhas e Luís Nazaré. Ambos estão agora ligados à Deloitte (administrador, o primeiro, e consultor freelancer, o segundo), e estiveram na administração dos CTT. Luís Nazaré, que foi presidente, ainda hoje tem na empresa um «gabinete de estudo» e receberá, mensalmente, cinco mil euros.
Depois da proposta salarial para 2009, o SNTCT entregou na semana passada a proposta de clausulado e carreiras, reclamando da administração a negociação da revisão anual do Acordo de Empresa, que foi assinado e publicado oficialmente em 2006, mas que, desde há um ano, a empresa tenta substituir por um «novo AE», subscrito por organizações minoritárias, que retiraria importantes direitos.


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